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| Emília Ferreiro |
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BIOGRAFIA
BIOGRAFIA
Emilia Ferreiro, psicóloga e pesquisadora argentina, radicada no México, fez seu doutorado na Universidade de Genebra, sob a orientação de Jean Piaget.
Na Universidade de Buenos Aires, a partir de 1974, como docente, iniciou seus trabalhos experimentais, que deram origem aos pressupostos teóricos sobre a Psicogênese do Sistema de Escrita, campo não estudado por seu mestre, que veio a tornar-se um marco na transformação do conceito de aprendizagem da escrita, pela criança.
Autora de várias obras, muitas traduzidas e publicadas em português, já esteve algumas vezes no país, participando de congressos e seminários.
Na Universidade de Buenos Aires, a partir de 1974, como docente, iniciou seus trabalhos experimentais, que deram origem aos pressupostos teóricos sobre a Psicogênese do Sistema de Escrita, campo não estudado por seu mestre, que veio a tornar-se um marco na transformação do conceito de aprendizagem da escrita, pela criança.
Autora de várias obras, muitas traduzidas e publicadas em português, já esteve algumas vezes no país, participando de congressos e seminários.
AS CONTRIBUIÇÕES PARA A EDUCAÇÃO
A partir da teoria estruturalista de Jean Piaget e dos estudos da psicologia sociointeracionista de Lev Vygotsky e de outros pesquisadores da educação, Emilia Ferreiro e Ana Teberosky estudaram como se desenvolve o pensamento das crianças durante o processo da alfabetização.
Nos últimos 30 anos a obra Psicogênese da língua escrita tornou-se uma espécie de referência para o ensino brasileiro. Em meados dos anos 80 tivemos a divulgação de seus livros no Brasil, o que causou um grande impacto sobre a concepção que se tinha do processo de alfabetização. As informações chegaram primeiro ao ambiente de congressos e simpósios de educadores, foram se expandindo e chegaram nas bases de novas propostas e normas do governo para a área, expressas nos Parâmetros Curriculares Nacionais.
As primeiras escolas a aplicar sistematicamente as idéias divulgadas foram a Escola Novo Horizonte, em Belo Horizonte e depois na Escola da Vila, em São Paulo. Em Salvador algumas escolas adotam a teoria em suas atividades pedagógicas, com referência â Lua Nova e a Escola Experimental, porém ainda há uma predominância marcadamente tradicional na pedagogia praticada na maioria das escolas brasileiras.
“Ler não é decifrar, escrever não é copiar”
O título que inicia os capítulos finais do livro Psicogênese da Língua Escrita, obra de Emília Ferreiro e Ana Teberosky , resume o conceito proposto ao processo de alfabetização.
Há uma crítica aos métodos convencionais de alfabetização que priorizam a eficácia dos resultados, o uso de cartilhas, cópia, uso de palavras e situações descontextualizadas e a indiferença à formulação das hipóteses que as crianças ainda não alfabetizadas têm sobre a escrita. O livro não propõe um nova teoria pedagógica, mas sim um outro entendimento sobre como a criança se apropria da língua escrita. As autoras buscavam também respostas para o fracasso de alfabetização nas escolas.
Já é sabido que os elementos que integram o processo de aquisição da língua escrita vão além da informação visual. Considera-se as interações do indivíduo com o meio, os estímulos, o processo cognitivo, os outros sentidos. Para as autoras, a escola tradicional não considera as diferenças individuais e impõe uma homogeneização buscando os resultados rápidos. Entender a gênese das ideias sobre o processo de escrita gerou vários outros questionamentos:1. copiar e ler corretamente significa dar sentido àquele objeto? 2. Crianças de 4 a 6 anos trazem um vazio linguístico que permite aos educadores implantar um conteúdo pronto em suas perspectivas? A estética da escrita é o objetivo maior no processo de alfabetização?
Percebe-se que a mudança nos padrões educacionais ao longo dos tempos responde a estas questões.
A obra de Emilia Ferreiro e Ana Teberosky se fundamenta em vários pesquisadores da educação – Piaget, Vygotsky, Chomsky, entre outros – e possibilitou os avanços que definiram as fases pelas quais o pensamento da criança passa até a alfabetização: pré-silábica – utiliza desenhos, traços, a expressão não representa a fala; silábica: começa a representar os sons e “entendê-los” como sílabas, as sílabas podem corresponder a uma letra; , silábico-alfabética: o som ganha mais peso em sua interpretação, é comum acrescentar mais letras à primeira sílaba; alfabética: nessa fase a criança organiza as letras em sílabas e entende que a escrita pode representar o som da fala.
Exemplos:
Escrita Pré-silábica
Site dessa imagem: oficinaped.blogspot.com
Silábica-alfabética
Sitedessa imagen:blogellenproinfo.blogspot.com
Sites consultados:
http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/alfabetizacao-inicial/estudiosa-revolucionou-alfabetizacao-423543.shtmlhttp://www.projetospedagogicosdinamicos.com/jogosalfa.htm
Referências bibliográficas:
FERREIRO, Emília; TEBEROSKY, Ana (1999). Psicogênese da língua escrita. Tradução de Diana M. Linchestein et al. Porto Alegre. Artmed
MELLO, Márcia Cristina de Oliveira. O pensamento de Emilia Ferreiro sobre alfabetização. Revista Moçambras: acolhendo a alfabetização nos países de língua portuguesa, São Paulo, ano 1, n.2, 2007. Disponível em :http://www.mocambras.org.
Publicado em :março 2007.


